A lua

A lua

Eu vi essa lua de hoje e me lembrei de você. Talvez eu lembrasse também se fosse o sol de novo e não só o seu reflexo projetando a lua no céu.

Romântico isso. Talvez, Mas quem não é romântico admirando uma lua cheia. Pelo menos são assim os que tem um poeta na mente e na tradução das palavras tilintando pelo curso dos dedos no teclado.

Noites de lua cheia me enchem de alegria, como a inspiração dos grandes escritores e o brinde aos amantes. É o momento que a pieguice tem vez de novo para quem se diz cosmopolita e come pizza com refrigerante na Augusta e depois sai buscando um canto que tenha um copo de cerveja bem gelada pra coadunar ao frio da noite.

A pizza fica de lado, o refrigerante sai de cena e a cerveja nem chega a ter vez. Lua cheia combina mais com taças de vinho, um aconchego de colo e bochechas quentes de êxtase. Entra o filme romântico, a pele cálida e os beijos longos. Saem as divisões de sorrisos e as melodias tristes.

A lua brilha lá fora com o brilho que finge ser seu, A lua brilha lá fora porque está cheia de inspirações para compartilhar e dizer que São Paulo continua sendo meu lugar no mundo, às vezes patético, às vezes trépido, às vezes intenso e cheio de luz como a tal da lua enfeitando o céu. Talvez eu me lembrasse de você se fosse o sol de novo, mas reverencio agora a majestosa.

David Felipe

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