De repente

De repente

De repente, você tem medo de perder algumas coisas que nem sabe se um dia fizeram tanto sentido assim em sua vida. E não falo de valores, tabus, ou coisas materiais que compramos e depois já nem tanta graça mantêm. Sim, talvez isso tenha a ver um pouco com valores. Contradigo-me? Não, permito-me repensar. Normalmente aquilo que temos medo de perder, acabamos de conhecer e se concentra em alguém e sobre o que sentimos.

Você percebe que os amigos mais valiosos já não estão mais tão perto para ficar contigo sem dizer nada por instantes longos de reconforto pela simples companhia. Que não digam nada, mas estejam ali, por você. E então, se aprende o significado de saudade. Incrível que por longos anos se soubera disso teria se desprendido em perder dois minutos da aula de Física para ouvir o final daquele desabafo que teve de ficar para a conversa ao telefone à noite quando a situação esteve já mais amena e não teve a oportunidade de ser amigo naquele instante. Não falo disso para uma punição moral, pois não é possível pensar a todo tempo se estamos no tempo certo do agir. E não menosprezo as aulas de Física.  Longe disso. Todavia queria ter menos saudades por ter aproveitado melhor o tempo. O tempo, de novo, repetindo-se.

E aquele quase beijo que não aconteceu? Você sente falta porque naquele breve instante deve ter descoberto o que era o amor, de um modo pueril que fosse, ou arrebatador. Foi quando a mão trêmula foi ultrapassada pelo cara mais esperto que ficou com a guria dos seus sonhos. E o que dirá então, a guria que teve medo de parecer fácil e se sentiu estúpida ao ver ao mancebo correndo os olhos para a colega de sala, desenvolta e cheia de charme? A paixão consumindo seus dias doía, contudo fazia-lhe mais vivo.  E se perdeu. E por que não ter de novo aquele frio na barriga, e o tal nome escrito e reescrito no meio das páginas de seu caderno?

Sentimos medo, penso, em deixar de ter sensações que nos fazem mais frágeis num mundo em que temos de estar sempre prontos ao ataque. Não, não se trata de um chamado ao temperamento ameno ao extremo e sem tempero. Precisamos tanto do açúcar quanto da pimenta. E precisamos nos sentir no jogo. As coisas que fizeram sentido em sua vida e ainda devem fazer, assim como na minha vida são aquelas que nos fazem humanos, ainda que imperfeitos, e que nos levam a seguir.

Assim, de repente, que consigamos preservar as coisas boas, as pessoas boas. E no momento de saudades não hesitemos em mandar um alô, enviar um email e se não tivermos muitos meios de agir, que possamos chorar no nosso cantinho sem perder a gana por viver.

-Se nos permitirmos, deixaremos que o universo conspire.

 

Mais um post da entressafra do blog. 

 

Abraço,

David Felipe.

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#AlgumaPoesia

Angel

 

The light of thousand stars,

could make me better

they will make even shine

and learn how to smile

The light of thousand stars

could make me stronger

I would own some part of this universe

and see in this river more than a course

Light of thousand stars

Bring her to my arms

and I promise

Although the dark could come together

I’ll be the shine in her life.

 

 

Águas claras

 

Enquanto alguns são feitos só para prantear,

outros parecem querer te fazer vislumbrar o mundo,

o ideal de mundo.

São os olhos que te remetem às belezas naturais,

sem nem sair do lugar

E te fazem adolescente, sem erro e sem razão

Ah, as belezas naturais

Ainda em admiração, adormeço

e sonhar seria o mais natural

Apenas me esqueço,

em águas claras, em descanso pleno.

 – Um pouco de poesia, enquanto nova história não aporta por aqui.

 

 

 

Abraço,

David Felipe.

 

#E se

#E se

E se não for eu cantando para você dormir esta noite, eu digo que agora está tudo bem. Eu posso sentir inveja, mas é reconfortante saber que está aquecida essa noite.

Talvez eu nunca fosse capaz de tirar um riso leve a cada dia de seus lábios, pois nunca tive talento para comédias. Fato é que os dramas me perseguem. E dizendo assim, rio de mim mesmo, sabendo que não sou um “comedian”.

Só espero que te abracem forte sem que precises pedir seja falando ou recostando-se ao ombro do tal, languidamente. Terão de saber te cuidar. É só o que eu peço. Terão de saber se preciso for, o momento certo de lamber suas feridas. Super proteção pode parecer coisa juvenil, da famosa paixonite adolescente. Que seja. A verdade é que ninguém é capaz de manter seu juízo perfeito diante dos reveses que a realidade proporciona, somos falíveis. E “caetaneando”, eu diria: “Isso é lindo”. A vida sempre consistiu em perder e ganhar.

Eu faço discurso para quem não vai ouvir, ou ler, ou ouvir dizer. Essa talvez seja a minha própria super proteção e não a que eu quis impor a você, melhor, ainda eu quero. E o cérebro diz para seguir, que está tudo bem e o coração, nem sabe como chegou até aqui, num jogo desequilibrado e bem conhecido dos mancebos românticos querendo superar velhas barreiras das quais a razão não consegue se encarregar.

Para que tanto discurso, não é? Bem, algumas coisas são faladas, melhor, escritas, para alívio da verborragia presa nas notas falhas da garganta. Por enquanto, que assim baste. Não se podem fazer promessas duma história em que ainda não se quer um ponto final.

 

 

 – Procurando o tempero certo para o prato do dia. Saciando a sede de novas palavras. Em breve, surgindo nova história. “E se…” – esse post que lês – talvez seja um excerto duma nova história. Continuem ligados!

 

Abraço,

David Felipe.

#Sonhe

#Sonhe

 

Um dia é certo que você tenha tido aquela vontade de parar de sonhar. Não, não sou daqueles que brindam à fuga total da realidade. Isso não é bonito de se viver, apenas nos dramas bem escritos e tantas vezes levados ao cinema. Mas não quando vivido. Sonhar, porém, é o pressuposto de ser humano. É por isso que aprendemos a chorar quietos pelos cantos de vez em quando só para desabafar, porque sonhamos, sem esquecermo-nos da realidade.

No mundo real nem sempre você poderá declarar seus sentimentos aos quatro cantos sem o risco de ter o rosto marcado pela fúria do enamorado de seu objeto de desejo ou adoração onírica – certo, talvez seja menos poético, assim como uma paixão avassaladora mesmo, como as que te fazem perder algumas noites de sono e algumas palavras que tem certeza de que ficarão soltas aí pelo vento. Não, não os desestimulo a parar de sonhar. O meu intento é outro, é que sonhemos sem tirar nossos pés do chão.

Vamos seguir em frente sem medo. Se puder amar, que ame, e que consiga transpor o etéreo ao carnal (ainda somos humanos e o que é de carne e osso traduz melhor nossa emoção). Seria precipitado deixar os sonhos para trás. Quantas vezes saem dos sonhos os melhores caminhos para nossas vidas? Já ouvimos tanto sobre presságios e mensagens cifradas. E isso não requer crença em nada que não seja em nós mesmos.

Não acredito em conselhos e isso não é uma contradição. Acredito em viver positivamente e entregar-se a esse jogo em que nunca sabemos qual o lance do próximo instante. Fato. Contudo, diante de incertezas e fatos que nem sempre podemos superar, aprendamos a lidar com o que é sonho e o que é realidade. Quem sabe, eu não aprenda? Você também não. Mas lidemos, enfim.

Sinto que eu esteja reprisando alguma idéia já lançada por aqui. Enfim, fica o friso se assim o for. Sonhe, desfrute do sonho, e não deixe de sentir os pés no chão. O frio e o calor nos alertam para a vida.

 

Abraço,

David Felipe.

#Cante

Cante

 

Eu ainda peço calma, sempre. Por entre as portas que atravesso todos os dias, é o que ainda peço: calma. E tento “mantralizar”, como costumo brincar, para que o dia não me traga surpresas não muito boas.

E quando as coisas parecem que não vão bem, ainda que possa parecer um tanto louco, começo cantarolando a mim mesmo algo como “cantar faz feliz o coração”. E se não for Roupa Nova passando na mente, segue alguma outra melodia qualquer, afinal referências musicais não faltam, do blues moderno ao pop brasileiro.

Convenço-me da missão de obter mais resultados com o mínimo de stress possível, rindo de mim mesmo se necessário. Não, não sou o melhor exemplo de tranqüilidade, longe disso, mas venho aprendendo. Talvez seja isso o que mais valha a pena por agora.

As marcas de expressão deverão aparecer só bem mais tarde e para isso não coloco idade. Que elas não apareçam nunca e eu tenha encontrado o perfeito estado de alma para o equilíbrio. Será? Talvez, e repito, talvez, o equilíbrio perfeito não exista. Então que eu chegue perto disso, e o mundo já será menos castigado pelos arroubos dum ser em constante construção, assim como qualquer humano.

Cante, cante, cante! Não olhe para trás com essas lágrimas nos olhos. O menino sentado observando o vazio não deve voltar a divagar por fantasias cruéis tão cedo.

A chuva segue lá fora, o ar condicionado não funciona perfeitamente, contudo você pode pedir calma a si mesmo. Que você grite por dentro, sem riscos de quebrar qualquer taça se tiver um tom agudo demais ou que espante os convivas pelo grave desafinado.

Cante e não se importe em ter um sorriso leve no semblante enquanto ninguém corresponde a seu júbilo despretensioso. O menino merece mais sonhos reais e ter os olhos brilhando de alegria.

 

Abraço,

David Felipe.

Entressafra #Segundas Chances

Entressafra no “Minhas histórias”.

Nas próximas semana, pílulas dos meus aforismos sem compromisso. Começando por “Segundas Chances”.

 

Segundas Chances

Nem sempre haverá segundas chances e isso pode ser bom para os otimistas, dedicados à arte do bem viver. Não é possível ser fatalista o tempo todo e achar que o mundo estará sempre lhe fechando as portas – fazendo forçosamente agora, o uso de clichê.

“E daí o que vão dizer? Temos que aproveitar” – é como diz o bom pagode que gruda em nossos ouvidos e não nos deixa quietos ao ritmo da percussão. É por isso que na vida nos permitimos arriscar. Nunca se sabe quando a oportunidade pode voltar a aparecer e aí mesmo é que deve residir a graça do viver e de buscar sem compromisso.

Por mais que as histórias nem sempre tenham finais felizes, ainda continuamos a querer ter, fazer, amar, num bom verbo infinitivo, sem conjugações arquitetadas ou explicitadas, assim como deveríamos conceber para não pensar em arrependimentos súbitos.

Ainda há o tema musical que segue: “Nada como uma onda, depois outra onda, outra onda” – num pop brasileiro e descontraído. Coisas simples que fazemos questão de complicar. A morena talvez não passe de novo com um sorriso largo ao vento para você admirar e prender-se. E um instante depois, em que você não tenha sorrido, já será passado. Melhor pensar que valeu pelo encontrão típico das comédias românticas que deu origem a um café na copa do escritório ou a um beijo que não aconteceu, mas que liberou serotonina o suficiente para deixar seu dia mais leve

“Se fica tudo bem, no final você já sabe…” – pagodeando e seguindo. Boas chances a todos. Segurem na primeira!

 

Abraço,

David Felipe.