Bochechas vermelhas

Nunca me disseram que seria impossível ser feliz , mas também nunca disseram que seria fácil. Curioso como elencamos tantas coisas complexas para essa tal de felicidade ser completa e como passamos tanto tempo em busca disso que nem sabemos dizer ainda como é, de fato.

Não serei genérico e puro estabelecendo que a felicidade não pertence às pessoas ainda procurando acertar o pé naquilo que alguns chamam missão, nem adotar o tom piegas de quem deposita a idéia de felicidade unicamente na fraternidade e nos valores das amizades cultivadas ainda de alguma forma, no cotidiano das metrópoles. Porque a felicidade que queremos – e podemos nos considerar egoístas talvez – é a de quem tem a porta do carro aberta à porta do restaurante ou àquele que tem a oportunidade de abri-la para quem ama ou se entende assim por momentos em que o ar parece mais rarefeito que o normal. É dessa felicidade que falo e que nos interessa sobremaneira quando os vinte e poucos anos ainda nos deixam com a alegria súbita de ser recebido pelo olhar 43 que em algum momento ouvimos falar e tentamos utilizar de um modo pós-moderno hi-tech que leve a um primeiro beijo no meio da balada ou a um segundo telefonema no fim de semana.

E pode ser que eu erre ao dizer que isso é egoísmo. É querer ser humano, no seu modo mais íntimo de sentir e no mais badalado de se exibir em bochechas vermelhas pelo bombardeio de adrenalina do quase beijo que ficou por acontecer, daquele que te deixou surpreender a garota que se entretia com a própria mecha de cabelo entre os dedos fingindo acreditar no seu discurso improvisado sobre o dia de chuva tão bonito que lhe permitia tão criativamente palestrar sobre seus olhos tão amendoadamente bonitos e seu…sem mais palavras para a ação.

Não há erros em querer viver e ser poeta de vez em quando sem saber métrica ou ter domínio de rimas ricas de um Pessoa em questão. Vou ponteando pelo mundo, vou pensando na bella que no me ve. Going’ to New York, dreamming in São Paulo.

– Algumas palavras, enquanto nova história não vem.

Abraço,

David Felipe.

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