A hora certa de silenciar

Sempre policiei-me em pensar antes de proferir qualquer coisa que pudesse de alguma forma ferir ou magoar, ou por menor que fosse seu efeito, policiei-me em dizer palavras sinceras porém que pudessem ser bem entendidas. Certo de que fazer isso nem sempre abre todas as portas ou é benvindo em qualquer tempo, tento aprender agora a hora certa de silenciar.

Para alguns talvez já seja um mistério esclarecido, contudo para mim quase que um tratado enterrado há séculos e sem quaisquer pistas. Aprendemos que dizer “bom dia” é uma forma polida de cumprimento e num dado momento percebemos que nem todos os dias são próprios, ao menos aos que desviam o olhar e não respondem por deseducação, despropósito ou a simples falta de vontade a qual podemos entender e nem sempre concordar. Segue o passo do “bom dia” , o aceno , o meneio de cabeça e o meio sorriso assim sem mais. E nunca acerto o ponto certo do silêncio.

Ainda mais que nos “bons dias” da rotina, transcendem tal passo as relações humanas mais próximas ou as tentativas delas. É como quando se sente aquele carinho especial no lugar de dizer quase amor, ou sente a boca seca e não se diz apaixonado. E então, às vezes o silêncio vem quando não deveria e as palavras fluem desconexas, desastradas. Buscando meio sorrisos sinceros, talvez um bom dia especial àquela, todavia recebendo nenhum sorriso ou um olhar de soslaio sem mais. A hora certa de silenciar? Vou buscando.

*Algumas palavras. Enquanto não surge uma nova história por aqui.

 

Abraço,

David Felipe.

 

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