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	<title>Minhas histórias - Ficções de um pretenso escritor</title>
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		<title>Minhas histórias - Ficções de um pretenso escritor</title>
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		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo X</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo X   Cemitério nunca foi um dos lugares mais agradáveis do mundo e não será por algum tempo, ao menos, para mim. Não é fácil acostumar com essa idéia de que encontramos o fim, de certo ponto de vista.   - Chegamos&#8230; – disse eu, reticente.   - Ok, Fê. Vocês não precisam descer. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=634&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><br />
</span></span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo X</strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Cemitério nunca foi um dos lugares mais agradáveis do mundo e não será por algum tempo, ao menos, para mim. Não é fácil acostumar com essa idéia de que encontramos o fim, de certo ponto de vista.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Chegamos&#8230; – disse eu, reticente.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Ok, Fê. Vocês não precisam descer.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Não, Lucas. Vamos lá. Estamos aqui juntos.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Isso mesmo. Sem crises – completou Gab.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Caminhamos um pouco até a sepultura de Amanda. Um daqueles cemitérios que se assemelham a um jardim, todavia sem a boa energia de vida. Confesso que minhas lágrimas começaram a escorre pelo rosto já no meio do trajeto e não consegui chegar à lápide para um momento de oração para depois deixar Lucas com suas memórias e a ultrapassagem de seus medos, por assim dizer. Estanquei o passo a poucos metros, assim como Gab, que me repreendeu com um olhar pesado para que eu contivesse meu pranto. Tentei, mas as lágrimas vinham naturalmente. Lucas me abraçou como se eu tivesse um histórico semelhante a seu naquela história e caminhou até a sepultura. Eu e Gab ficamos de longe, observando.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Lucas carregava um ramalhete de rosas brancas às mãos e não ligou para quem ouvisse, retirou um papel do bolso, depositou as flores próximas à lápide e seguiu:</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p><em>Se se morre de amor! – Não, não se morre,<br />
Quando é fascinação que nos surpreende<br />
De ruidoso sarau entre os festejos;<br />
Quando luzes, calor, orquestra e flores<br />
Assomos de prazer nos raiam n’alma,<br />
Que embelezada e solta em tal ambiente<br />
No que ouve e no que vê prazer alcança!</em></p>
<p><em>Simpáticas feições, cintura breve,<br />
Graciosa postura, porte airoso,<br />
Uma fita, uma flor entre os cabelos,<br />
Um quê mal definido, acaso podem<br />
Num engano d’amor arrebentar-nos.<br />
Mas isso amor não é; isso é delírio<br />
Devaneio, ilusão, que se esvaece<br />
Ao som final da orquestra, ao derradeiro</em></p>
<p><em>Clarão, que as luzes ao morrer despedem:<br />
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,<br />
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.<br />
Amor é vida; é ter constantemente<br />
Alma, sentidos, coração – abertos<br />
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,<br />
D’altas virtudes, té capaz de crimes!<br />
Compreender o infinito, a imensidade<br />
E a natureza e Deus; gostar dos campos,<br />
D’aves, flores,murmúrios solitários;<br />
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,<br />
E ter o coração em riso e festa;<br />
E à branda festa, ao riso da nossa alma<br />
fontes de pranto intercalar sem custo;<br />
Conhecer o prazer e a desventura<br />
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto<br />
O ditoso, o misérrimo dos entes;<br />
Isso é amor, e desse amor se morre!</em></p>
<p><em>Amar, é não saber, não ter coragem<br />
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;<br />
Temer qu’olhos profanos nos devassem<br />
O templo onde a melhor porção da vida<br />
Se concentra; onde avaros recatamos<br />
Essa fonte de amor, esses tesouros<br />
Inesgotáveis d’lusões floridas;<br />
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,<br />
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,<br />
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,<br />
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,<br />
E, temendo roçar os seus vestidos,<br />
Arder por afogá-la em mil abraços:<br />
Isso é amor, e desse amor se morre!</em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Lucas continuou, após a poesia:</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- É Gonçalves Dias, e é o que eu sinto. Mas eu vou seguir. Eu vou seguir, compreendem?</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">E o “compreendem” já disse Lucas, olhando para mim e Gab. Afastamo-nos da lápide, enxugamos nossas lágrimas e partimos para o açaí dos velhos amigos.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Os VIPs de balada de Malu serviriam bem às noites de alegria e celebrações.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- VIP, Malu? Três, por favor. Hoje, celebraremos a vida!</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p align="center"><strong>FIM</strong></p>
<p align="center"><em><span style="color:#000080;"><strong>David Felipe</strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/634/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=634&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo IX</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2012/01/11/se-se-morre-de-amor-capitulo-ix/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 21:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo IX - Sim, eu discuti com a Amanda no dia da festa. Eu não queria os dois juntos. Não, eu não queria. Mas isso não me faz ser o culpado. Ela sempre bebia um pouco além. - Não pedi explicação, Gab. Só queria entender. Você e o Lucas agem diferente. Você, pelo menos, superou. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=629&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo IX</strong></p>
<p style="text-align:justify;">- Sim, eu discuti com a Amanda no dia da festa. Eu não queria os dois juntos. Não, eu não queria. Mas isso não me faz ser o culpado. Ela sempre bebia um pouco além.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não pedi explicação, Gab. Só queria entender. Você e o Lucas agem diferente. Você, pelo menos, superou. Tenta superar – corrigi-me, rápido.</p>
<p style="text-align:justify;">- Então, não vai adiantar nada ele ficar preso naquele quarto pra sempre. Esse fantasma da Amanda tem que ir embora de vez.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pareceu uma daquelas frases de seriado, agora – ri-me.</p>
<p style="text-align:justify;">- É, eu preferia o Lucas que se matava de fazer exercício, mas queria se sentir vivo, estar vivo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Todo mundo. Ele precisa aprender a lidar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais uma das conversas dos meses que seguimos tentando inventar maneiras de fazer o que só Lucas poderia fazer por si mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">- O Lucas saiu de casa, o quarto está vazio – disse a mãe de Lucas ao celular.</p>
<p style="text-align:justify;">Na casa dos vinte não seria preocupação instantânea alguém ter saído de casa, mas não no estado de Lucas. E que não aconteça nada, e que não aconteça nada, repetia para mim mesmo. Partimos eu e Gab para os lugares mais óbvios procurando algum vestígio. Nas imediações de casa seus pais já haviam verificado e resolveram ficar e esperar que voltasse.</p>
<p style="text-align:justify;">Fomos até a academia, na lanchonete em que íamos algumas vezes para tomar açaí nos fins de semana, chegamos a ir para a faculdade e para a academia de novo, para a porta da casa de Amanda e voltamos ao apartamento.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu esperava por vocês.</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas, de pijama, com o cabelo despenteado, descalço e com o rosto todo sujo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu andei muito pra chegar. Eu andei e continuei andando e eu sabia que vocês podiam me ajudar.</p>
<p style="text-align:justify;">- Claro – disse logo e corri abrir a porta do apartamento.</p>
<p style="text-align:justify;">- Seu João me deixou subir, o porteiro. Ele sabe que não estou aqui há uns tempos, mas deixou. Subi.</p>
<p style="text-align:justify;">Apontei o telefone para que Gab já avisasse aos tios que encontráramos Lucas, enquanto ele seguia falando, falando:</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode parecer que não, mas eu estou bem. De verdade. Não fiquem preocupados. Agora, eu estou começando a entender. Eu não posso continuar assim, louco – e ria de si mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você, louco? – interferiu Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Quem aqui toma remédio pra dormir?</p>
<p style="text-align:justify;">- Oras, temporário – continuou Gab – Normal.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode ser, por enquanto – e riu-se de novo – Posso lavar o rosto? Vi ali no reflexo da estante que está sujo, não é mesmo? Louco e sujo não vai dar certo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vai lá, a casa é sua, Lucas. Tranqüilo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Deixaram algum remédio bom por perto&#8230; Brincadeira, relaxa. Vou só lavar o rosto mesmo. Até deixo a porta aberta.</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas falou mais e mais, até desabarmos os três no sofá da sala, já a altas horas, pela madrugada</p>
<p style="text-align:justify;">Não, não houve milagre. Nosso amigo continuou com os remédios, convencendo os pais de que ficaria bem e voltou a dividir o apartamento conosco. Academia, açaí no fim de semana. Aos poucos, as dosagens de remédio diminuindo e Lucas propôs a nós colaborar em seu desafio pessoal de superação:</p>
<p style="text-align:justify;">- Vamos ao cemitério? Não precisa chegar perto dela, quer dizer,enfim. Eu só quero me testar. É isso. Vocês vão comigo e eu passo uns minutos, só para testar – e Lucas quebrou as sílabas das últimas palavras.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sem problemas – e olhei para Gab para que assentisse.</p>
<p style="text-align:justify;">- Nenhum. Sem problemas. Bora lá!</p>
<p style="text-align:right;"><strong>(Continua)</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000080;"><em><strong>David Felipe</strong></em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/629/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/629/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=629&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo VIII</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/12/31/se-se-morre-de-amor-capitulo-viii/</link>
		<comments>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/12/31/se-se-morre-de-amor-capitulo-viii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 18:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Capítulo VIII Gab encontrou Lucas caído no chão do banheiro perto de um vidro de comprimidos vazio, só com uma bermuda, o par de chinelos perto do corredor virados para baixo e algumas fotos de Amanda espalhadas pelo chão. Gab me chamou logo e ainda pude ver q eu acabo de descrever, chorando eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=627&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo VIII</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Gab encontrou Lucas caído no chão do banheiro perto de um vidro de comprimidos vazio, só com uma bermuda, o par de chinelos perto do corredor virados para baixo e algumas fotos de Amanda espalhadas pelo chão. Gab me chamou logo e ainda pude ver q eu acabo de descrever, chorando eu como um menino. Não deixo de sublinhar isso porque chorei não só pelo óbvio, como também pela raiva de vê-lo naquele estado de novo, tentando ir-se de vez. Será que se morre de amor? Eu não concordo que deva ser assim.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sente o pulso dele logo – disparei.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vivo, ele está – checou Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Juntos, o levantamos do chão e corremos para o hospital. Dessa vez chamamos seus pais. Lucas ainda chegou desacordado ao hospital e disparamos para o pronto-socorro desesperados para que a ajuda chegasse logo. Os pais de Lucas chegaram depois, quando ele já estava fora de perigo. Pelo que pude entender, não havia muito que ele havia ingerido os comprimidos e puderam ser realizados os procedimentos para que ele continuasse conosco.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim como era de se esperar, fomos chamados de irresponsáveis pelos pais de Lucas que após verem que a situação fora contornada, nos pediram desculpas. Após alguns dias de internação, Lucas passou as semanas seguintes na casa dos pais. Gab e eu fomos visitá-lo, sem tentar tocar em quaisquer assuntos desagradáveis, mas numas das vezes, ouvimos seu pedido de desculpa e seu intento desnecessário pela morte.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você não pode fazer isso de novo. Veja como eu fiz, eu segui.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você é forte, Gab. Eu, não. E é tão estranho dizer isso para quem, enfim, talvez ela tenha te amado mais que&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Não diz besteira, ela estava com você. Pronto, fim da história. O que podemos fazer agora é seguir.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Fica quieto, Fê. Desculpa, mas aqui nós dois sabemos mais de quem estamos falando. Ela viveu, Lucas. E como viveu!</p>
<p style="text-align:justify;">- Viveu dois amores&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- E quem disse que foram amores, você que ficou e tenta morrer de tempos em tempos. Eu tenho vontade é de te quebrar a cara toda vez que voe vem com essa voz chorosa e essa cara de cachorro perdido. Você acha que eu sofri menos por tudo isso? No final ela estava com você.</p>
<p style="text-align:justify;">- Ela estava só. Ela partiu sozinha – Lucas já de olhos úmidos.</p>
<p style="text-align:justify;">- E você ficou, poxa! Por que tentar ir embora – Gab puxou Lucas pelo braço e o pôs sentado na cama, chegando com a boca perto de seus ouvidos – Você ficou, está ouvindo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Pára, Gab! Deixa disso, por favor! A tia já deve estar apavorada lá fora com seus gritos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você ficou! – insistia Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu sei, eu sei. Desculpe, por favor. Eu sou louco mesmo, eu não sei lidar, eu não agüento.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos poucos afastei Gab da cama e o levei até a porta do quarto, forçando sua saída e fui em seguida.</p>
<p style="text-align:justify;">- No fim das contas, ele está certo Lucas. Pensa, só pensa nisso – disse numa respiração única.</p>
<p style="text-align:justify;">Partimos e a tia já vinha ver o que ocorria. Eu disse “está tudo bem” e fomos embora.</p>
<p style="text-align:justify;">Será que se morre de amor? – a pergunta martelou minha cabeça alguns instantes antes de dormir. Desliguei o ar condicionado, puxei meu edredom e adormeci.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000080;"><strong><em>David Felipe</em></strong></span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#000000;"><strong><em>(Continua)</em></strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/627/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=627&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo VII</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/12/18/se-se-morre-de-amor-capitulo-vii/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 22:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo VII Sonhei com Amanda morta circundando as imediações do prédio em que moramos eu e os camaradas. Camaradas, isso. Gíria antiga, da qual às vezes me aproprio. Então, Amanda não diz nada, leva os olhos até onde é nossa sacada e parte. O sonho se repetiu algumas vezes durante a madrugada e acordei um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=625&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo VII</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sonhei com Amanda morta circundando as imediações do prédio em que moramos eu e os camaradas. Camaradas, isso. Gíria antiga, da qual às vezes me aproprio. Então, Amanda não diz nada, leva os olhos até onde é nossa sacada e parte. O sonho se repetiu algumas vezes durante a madrugada e acordei um pouco sem chão. Resolvi não contar nada para Lucas ou Gab para não pensarem que eu me impressionara por conta da missa.</p>
<p style="text-align:justify;">- Bom dia, Fê.</p>
<p style="text-align:justify;">- Bom dia, Lucas. O Gab já saiu?</p>
<p style="text-align:justify;">- Nada, ele resolveu ir à padaria comprar nosso café.</p>
<p style="text-align:justify;">- Novidade! – eu ri.</p>
<p style="text-align:justify;">- Novidade ele se dispor a sair comprar – completou Lucas, e seguiu – Mas você está pálido. Sono ruim?</p>
<p style="text-align:justify;">- É cansaço mesmo – disfarcei.</p>
<p style="text-align:justify;">Gab entrou meio que atropelando as palavras:</p>
<p style="text-align:justify;">- Vocês não vão acreditar. Senti o cheiro do perfume da Amanda no elevador, agora.</p>
<p style="text-align:justify;">- O perfume de quem? – Lucas engasgou-se com o iogurte.</p>
<p style="text-align:justify;">- Danou-se – pensei alto.</p>
<p style="text-align:justify;">- Era o cheiro dela, não tinha o que tirar.</p>
<p style="text-align:justify;">- Alguém com perfume parecido. Normal.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não era, Fê. Se o Lucas sentisse, poderia confirmar.</p>
<p style="text-align:justify;">- Espera, não vamos começar o dia falando disso – exaltou-se Lucas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Desculpe, Lucas. Só que foi muito real.</p>
<p style="text-align:justify;">Levantei-me para apanhar alguns pratos para o lanche na cozinha.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não brinque, Fernando. Tira a mão da minha nuca.</p>
<p style="text-align:justify;">E como se ninguém tocasse Lucas, uma lágrima escorreu do canto de seu olho direito.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não, por favor.</p>
<p style="text-align:justify;">Um murro de Lucas na mesa e um copo de iogurte quebrado no chão depois, fui da cozinha à sala em segundos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Está vendo, Fê. Eu sabia. Ela está&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Não, ela se foi – Lucas esfregou os olhos e se pôs a recolher os cacos do chão.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você vai se&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Pronto, me cortei.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu sonhei com ela esta noite – disparei em única respiração – Vamos cuidar desse corte.</p>
<p style="text-align:justify;">- Por isso estava estranho – disse Lucas.</p>
<p style="text-align:justify;">- E então, o perfume.</p>
<p style="text-align:justify;">- A mão na minha nuca como ela&#8230; Droga! Eu não posso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Menos, Lucas. Pode ser uma nóia conjunta. Isso, surtamos e pronto. Esquece isso – Gab insistiu numa tese vazia.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vem com essa, Gabriel! Nem você acredita nisso – advertiu Lucas – Está doendo essa&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Vai lavar isso logo – insisti eu.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais um curativo, correr para a faculdade e ficar o dia todo com questionamentos entre o que era ou não realidade. Talvez impressionados pela data de um ano de falecimento, talvez em contato com outra dimensão. Muito novos para surtar, muito novos para ter pensamentos mais claros sobre a vida. Era o que pensávamos até ali.</p>
<p style="text-align:justify;">Acabamos os três indo juntos para a academia após as aulas da faculdade e voltamos para o apartamento mais tarde sem dizer quaisquer palavras sobre as conexões que indicavam a presença da guria. Decidimos tirar a champanhe que sobrara da última reunião com um pessoal da faculdade da geladeira e tomamos até o fim.</p>
<p style="text-align:justify;">Um brinde à&#8230;um brinde aos vivos!</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000080;"><em><strong>David Felipe</strong></em></span></p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>(Continua)</strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/625/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/625/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=625&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo VI</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/12/10/se-se-morre-de-amor-capitulo-vi/</link>
		<comments>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/12/10/se-se-morre-de-amor-capitulo-vi/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 17:40:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo VI  - Ainda que não tivesse acabado, não seria a mesma coisa. Eu ainda vou me lembrar de cada palavra, do “namorado lindo” pronunciado com alegria, do champanhe e do carro novo destruído no muro. Eu vou me lembrar do sangue e dela vestida de branco dentro do caixão. Eu vou me lembrar&#8230; Lucas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=623&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo VI</strong></p>
<p style="text-align:justify;"> - Ainda que não tivesse acabado, não seria a mesma coisa. Eu ainda vou me lembrar de cada palavra, do “namorado lindo” pronunciado com alegria, do champanhe e do carro novo destruído no muro. Eu vou me lembrar do sangue e dela vestida de branco dentro do caixão. Eu vou me lembrar&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas falava e as lágrimas também escorriam de meus olhos, naturalmente. Gab seguia com a cabeça apoiada na parede:</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu não vou nessa missa. Celebrar a morte um ano depois? – indagava Gab, retoricamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas respondi.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não celebram a morte, Gab. É só uma maneira de&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Sem essa, Fê. É uma maneira de reunir todo mundo para tentar encontrar culpados.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu não ressinto mais por vocês – disse Lucas, tentando enxugar o rosto com as mãos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pois devia. Não devia nem mais me respeitar. – contrapôs Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- O que mudaria? Nenhum de nós dois pode ter de volta a&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Amanda. E não tenha medo de dizer o nome dela. Ninguém tem culpa por&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Por ter um coração – completei.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não, sem romantismo, Fernando. Ela está morta.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sim, mas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Certo, tem razão. Você tem razão. Mas eu, eu não tenho que agüentar tudo isso. Não vou a essa missa.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vamos todos. Não precisamos falar com os tios ou com a Marcinha, a Lú. É uma maneira de nos confortar também.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não sou católico – interveio Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Nem eu santista. É só uma questão de respeito.</p>
<p style="text-align:justify;">- Ok, Fê. Você venceu. E Lucas, lava esse rosto e deixa a chave do carro aí. Pare de pressionar essa chave no queixo. Vamos com o meu carro.</p>
<p style="text-align:justify;">A igreja ficava a poucas quadras do prédio. Passamos sim por Marcinha, Lú, pelos tios. Nossos pais foram também e conseguiram fazer algo que não pudemos, isto é, dar mais palavras de conforto aos pais de Amanda. Eles nos abraçaram ao nos verem e tentaram conter as lágrimas que convulsionaram grande parte dos presentes. Eu nunca quis tanto que algo assim não tivesse acontecido.</p>
<p style="text-align:justify;">A chuva lá fora me pareceu sinal de presença de boa energia. Amanda tivera seus defeitos sim, e era tão bonita. Não à toa, Gab e Lucas encantaram-se por ela. Tentei pensar desse modo, como se ela fizesse parte da chuva e levasse nossas lágrimas para bem longe.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixamos a igreja em silêncio, talvez mais leves que no início.</p>
<p style="text-align:justify;">Amanhã acordo cedo, visto qualquer roupa que me abrigue do frio e saio. Vou andar um pouco por aí, vou tentar compreender o que não se vê.</p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#333399;"><strong>David Felipe</strong></span></em></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#000000;"><strong>(Continua)</strong></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/623/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/623/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=623&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo V</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/11/27/se-se-morre-de-amor-capitulo-v/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 01:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://davidfelipe.wordpress.com/?p=617</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo V Marcinha e Lú com os olhos pesados. Fácil, as lágrimas caíram assim que nos viram já no cumprimento de entrada. Gab não escapou por estar ocupado com a louça. Martinha levou-o a sala, pelo braço, sem cerimônias, como a velha amiga. - Ai gente. Eu não consigo ficar sem falar – começou Martinha, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=617&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Capítulo V</strong></p>
<p>Marcinha e Lú com os olhos pesados. Fácil, as lágrimas caíram assim que nos viram já no cumprimento de entrada. Gab não escapou por estar ocupado com a louça. Martinha levou-o a sala, pelo braço, sem cerimônias, como a velha amiga.</p>
<p>- Ai gente. Eu não consigo ficar sem falar – começou Martinha, já aos prantos.</p>
<p>- Se vieram pra isso, melhor ir agora. Chega de ais por aqui.</p>
<p>- Grosso – advertiu Luciana.</p>
<p>- Vocês não precisam fazer cena – contrapus.</p>
<p>- Eu não agüento. Eu não agüento&#8230; Eu não agüento! – Lucas explodiu na última respiração e jogou controle remoto da TV contra a parede atrás do sofá em que estavam as garotas.</p>
<p>- Está louco, Lucas! – as lágrimas de Martinha secaram na hora.</p>
<p>- Saiam, agora! Vão! – continuou ele, já em pé.</p>
<p>Eu e Gab já ao lado de Lucas, segurando-o pelo braço, evitando qualquer novo sobressalto. Ele respirando cada vez mais fundo, entrecortando suas palavras com a dificuldade da passagem do ar.</p>
<p>- Por favor, vão! – repetiu Lucas.</p>
<p>Martinha e Luciana não acenaram nem nada. Num ímpeto, levantaram as duas e partiram. Não esperamos que o elevador chegasse junto ao hall. Simplesmente sentamo-nos ao sofá, os três.</p>
<p>- Eu não acredito que o dinheiro do sanduba light da tarde vai se perder num controle remoto – tentei descontrair.</p>
<p>- Eu vou comer hambúrguer por uma semana inteira – disse Lucas entrecortando ainda, as palavras e sem nenhum esboço de felicidade no rosto.</p>
<p>- Uma rodada mais de sorvete? – insisti no bom humor.</p>
<p>- Sem bolo o meu – assentiu Gab.</p>
<p>- Se tiver leite condensado na geladeira, complete depois do bolo, por favor.</p>
<p>- Saindo!</p>
<p>Levantei e não errei nos pedidos ao voltar da cozinha.</p>
<p>Ao passar do dia, absorvemo-nos cada qual com as atividades da faculdade e o passatempo de jogos no note. Chegamos a nos dar boa noite via mensagem de rede social e não falamos da visita das garotas, não exatamente desastrosa, mas sem qualquer êxito.</p>
<p>Tocou uma música no rádio, da qual guardei algumas palavras que ficaram se repetindo em minha cabeça por algum tempo:</p>
<p>“&#8230; Não é pra sempre. O pra sempre, sempre se vai. Nem tudo que acaba tem final.”</p>
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#000080;"><strong>David Felipe</strong></span></em></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#000000;">(Continua)</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/617/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=617&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo IV</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/11/07/se-se-morre-de-amor-capitulo-iv/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 02:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://davidfelipe.wordpress.com/?p=613</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo IV Açaí no meio da tarde de sábado. Nem era novidade para um grupo de estudantes tão saudáveis que nos tornávamos com os novos hábitos de Lucas. - E desde quando açaí é só para quem é saudável, Fernando? Apaga esse post aí do seu perfil. - Agora vai mandar no meu facebook. Brincou? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=613&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo IV</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Açaí no meio da tarde de sábado. Nem era novidade para um grupo de estudantes tão saudáveis que nos tornávamos com os novos hábitos de Lucas.</p>
<p style="text-align:justify;">- E desde quando açaí é só para quem é saudável, Fernando? Apaga esse post aí do seu perfil.</p>
<p style="text-align:justify;">- Agora vai mandar no meu facebook. Brincou?</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas, Gabriel e eu conversando numa boa e dando risada como nos outros tempos, não tão velhos, afinal. Era como esquecer quaisquer problemas, se é que compreendemos a dimensão exata de problema.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode parar aqui, Gab. Chegamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Bermuda folgada, camiseta e claro, ostentando os óculos escuros de dimensão não exatamente proporcional. Quem, eu? Não somente. Os três, e claro, com a visão periférica aguçada.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não, Fê. Aquela guria não te encararia, não.</p>
<p style="text-align:justify;">- Ok, ok. Falou o expert.</p>
<p style="text-align:justify;">- Nada, Fê. Você ainda está engatinhando na arte – completou Gab – Lucas está certo.</p>
<p style="text-align:justify;">Açaí, morangos, risos e ainda consegui o telefone de uma garota, o que levou Gab e Lucas a momentos de espasmos na saída. Espasmos de risos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Aí, doutor Fernando. Está metendo a mala de Clark Kent sem nem ter se formado ainda&#8230; – Lucas chorava quase.</p>
<p style="text-align:justify;">- E vocês nem me davam crédito.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu ri e muito, agora – interferiu Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Ok, preste atenção no volante se&#8230; Nada.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu não precisava, mas falei. Fomos os três mudos até chegarmos ao apartamento. Atmosfera novamente pesada.</p>
<p style="text-align:justify;">Subimos pelo elevador ainda emudecidos, até que a chave emperrando na porta quebrou o silêncio.</p>
<p style="text-align:justify;">- Droga! – resmungou Gab.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu abro, espere – forcei a maçaneta e consegui abrir – Pronto!</p>
<p style="text-align:justify;">- Ainda vão querer sobremesa? Sobrou do bolo que minha mãe mandou na quarta, ainda. Querem?</p>
<p style="text-align:justify;">- Tem sorvete? – questionou Lucas, já no corredor que leva aos quartos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Comprei ontem depois da faculdade – respondeu Gab – Só olhar no freezer.</p>
<p style="text-align:justify;">- Isso! Bolo com sorvete.</p>
<p style="text-align:justify;">- Valeu, tio Fê!</p>
<p style="text-align:justify;">- Desculpe, Gab, pelo que quase falei no carro. Eu&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Senta aí, eu preparo a sobremesa.</p>
<p style="text-align:justify;">Calei-me. Sentei-me no sofá e esperei. Gab trouxe os pratos, o bolo, o sorvete e ficamos os três em silêncio, sorvendo o bolo com sorvete.</p>
<p style="text-align:center;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align:justify;">Interfone.</p>
<p style="text-align:justify;">- Luciana e Marta? Ok, pode mandar subir – assenti.</p>
<p style="text-align:justify;">- A Lú e a Martinha estão aí.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu não agüento isso. Eu não agüento – Lucas levantou-se e começou com a sessão de abdominais.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu passo – Gab recolheu os pratos e foi até a cozinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Gabriel lavando louça. Coisa que sempre ficava para nossa ajudante de serviços domésticos de algumas vezes por semana.</p>
<p style="text-align:justify;">Respirei fundo, joguei-me no sofá e aguardei a campainha. Uma longa tarde vindo pela frente.</p>
<p style="text-align:right;"><strong><em>(Continua)</em></strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong><a href="http://davidfelipe.files.wordpress.com/2011/11/p1000568.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-614" title="P1000568" src="http://davidfelipe.files.wordpress.com/2011/11/p1000568.jpg?w=112&#038;h=150" alt="" width="112" height="150" /></a></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>David Felipe</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/613/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/613/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=613&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo III</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/11/04/se-se-morre-de-amor-capitulo-iii/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 01:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo III Assim como se nada tivesse acontecido, Gab e Lucas seguiram se respeitando nas semanas que seguiram e me deixaram ainda mais encafifado com tudo. Certo de que eu só poderia estar louco ou minha capacidade de resignação fosse bem menor do que eu pensava. Amanda e Gab em Londres, sem ninguém saber. Melhor, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=608&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo III</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Assim como se nada tivesse acontecido, Gab e Lucas seguiram se respeitando nas semanas que seguiram e me deixaram ainda mais encafifado com tudo. Certo de que eu só poderia estar louco ou minha capacidade de resignação fosse bem menor do que eu pensava.</p>
<p style="text-align:justify;">Amanda e Gab em Londres, sem ninguém saber. Melhor, sem ninguém interessado sabendo, neste caso, o Lucas. Depois voltas às boas, Amanda parte e ficamos com o caos sob difícil controle.</p>
<p style="text-align:justify;">- Mais uma vez indo para a academia, Lucas?</p>
<p style="text-align:justify;">- Me distrai, e eu preciso. Para chegar no meu objetivo, uma vez não é mais suficiente. Melhor que seu sedentarismo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não vou concorrer a Mister Muscle como você.</p>
<p style="text-align:justify;">- Boa piada. Olha como estou indo&#8230;Bem, parti. E não mexa na comida que deixei separada na geladeira.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pôs etiqueta?</p>
<p style="text-align:justify;">- Sabe que não é a idéia mais estúpida. Mas o Mister Certinho não curte comida saudável.</p>
<p style="text-align:justify;">- Quando vai tirar essa munhequeira do braço?</p>
<p style="text-align:justify;">- Assim que a cicatriz suavizar mais.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu não falei de propósito, todavia a atmosfera pesou.</p>
<p style="text-align:justify;">- Descul&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas não me deixou terminar.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vai fazer suas resenhas, vai. E me esquece. Fui!</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Amolando o Lucas de novo, Fernando?</p>
<p style="text-align:justify;">- Calma aí, eu só quero entender, ajudar.</p>
<p style="text-align:justify;">- Será mesmo? Você está sendo cruel, velho. Respeite a nossa dor.</p>
<p style="text-align:justify;">- Quem se atracou na sala há dias atrás por causa da&#8230;?</p>
<p style="text-align:justify;">- Nem pronuncie o nome dela se não diz nada a você.</p>
<p style="text-align:justify;">- Hei, calma!</p>
<p style="text-align:justify;">- Relaxe, não bateria em você, agora.</p>
<p style="text-align:justify;">- Valeu,Gabriel. Tremi de medo.</p>
<p style="text-align:justify;">- E nós é que somos crianças pra você.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu quero meus velhos amigos de volta, sem mistérios, sem essa sombra de morte – disse, numa respiração única.</p>
<p style="text-align:justify;">- Essa sombra de morte, desse jeito dramático de que falou, nunca nos deixará ser os mesmos. Não sei se pode compreender.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu também gostava da Amanda, como amiga, claro. E nem venha com olhar de desconfiança.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sem essa. Só que você era isso, só um amigo. Não sente igual, de jeito nenhum. E não tem mistério não, tem vida.</p>
<p style="text-align:justify;">E me calei. Eu buscando explicações e ganhei uma reflexão para o resto da noite. Li mais uma meia dúzia de textos para completar meu trabalho de linguagem e desabei na cama, repleto de novas interrogações.</p>
<p style="text-align:justify;">Gab passara o resto da noite no violão. Lucas chegou da academia, jantou seu prato saudável e seguiu numa longa série de abdominais no chão da sala até o cansaço físico levar-lhe ao sono e a noite passou.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tem vida. Tem vida. Tem vida – acordei.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>(Continua)</strong></em></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>David Felipe</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/608/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=608&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo II</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/10/13/se-se-morre-de-amor-capitulo-ii/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 02:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Capítulo II - Eu preciso de ajuda, eu preciso de ajuda&#8230; Lucas com a mão ensangüentada, pingando em cima de mim, com a respiração rápida e ofegante. A maneira mais tranqüila de acordar no meio da madrugada de sexta para sábado. - O que você fez? Tem que estancar isso&#8230; Sem muito que pensar, enrolei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=603&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo II</strong></p>
<p style="text-align:justify;">- Eu preciso de ajuda, eu preciso de ajuda&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas com a mão ensangüentada, pingando em cima de mim, com a respiração rápida e ofegante. A maneira mais tranqüila de acordar no meio da madrugada de sexta para sábado.</p>
<p style="text-align:justify;">- O que você fez? Tem que estancar isso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Sem muito que pensar, enrolei a mão de Lucas numa toalha de rosto, bati no quarto do Gab e corremos para o hospital. Essa hora agradecendo pelo convênio médico, a mesada gorda, o cartão de crédito adicional e a lembrança breve de alguns pontos das aulas de pronto-socorros da escola ou:</p>
<p style="text-align:justify;">- Você está assistindo muito reprise de E.R., Fê. Está louco!</p>
<p style="text-align:justify;">- Reprise de E.R.? Eu queria era estar vendo meu travesseiro bem de perto essa hora. O Lucas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Tem paciência. Você não sabe de nada&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- E ele, sabe?</p>
<p style="text-align:justify;">- Você não sente igual. Certo, está sendo o melhor amigo do mundo, mas nunca vai sentir como ele, como&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- &#8230;como você?</p>
<p style="text-align:justify;">- Esquece isso. Como será que ele está?</p>
<p style="text-align:center;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align:justify;">Questionado no hospital sobre o ocorrido, Lucas deu a seguinte explicação:</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu tentava alcançar um copo na pia, e a falta de luz me atrapalhou. Foi isso, sem mais.</p>
<p style="text-align:justify;">- E você ainda quer que eu e o Gab fiquemos de boa com essa explicação? Todo mundo viu o canivete do lado da sua cama.</p>
<p style="text-align:justify;">- Desconta essa, Fê. O Lucas está bem agora. Já está tudo certo, afinal. Uma semana cuidando bem do curativo&#8230; Pontos pequenos que vão cicatrizar logo esse talho que ele fez no pulso.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu posso ficar na minha agora, tio Fernando? – retrucou-me Lucas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode, o tio Fernando ainda vai estar aqui se você resolver brincar com objetos cortantes de novo – fechei o cenho e me joguei no sofá para zapear os canais fechados. Duas horas de hospital, uma explicação estapafúrdia. Lucas foi para o quarto sem qualquer outra explicação, fungando alto como de costume, pela rinite e algum pranto ainda contido.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu nunca tive tendências suicidas. Pode ficar tranqüilo quanto a mim, Fernando.</p>
<p style="text-align:justify;">- E eu nunca achei que você fosse de humor negro em situações assim, Gab. Está aprendendo isso na engenharia?</p>
<p style="text-align:justify;">- Não, engenharia não deixa espaços para nenhum humor no segundo ano.</p>
<p style="text-align:justify;">- Isso está mais é parecendo papo de louco.</p>
<p style="text-align:justify;">- Papo de louco? Normal, quem não estaria? Bem, de repente você que não&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu não&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Amanda era só uma amiga para você e as garotas, não é mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Para você, não? &#8230; É isso! As ausências durante o ano passado. A viagem de última hora para Miami. E ainda acreditamos. Seu pai não te negaria uma passagem para Londres depois de ter topado seguir engenharia sem nem pestanejar, negaria? Um revival adolescente! Você foi ver a Amanda, foi isso?</p>
<p style="text-align:justify;">Um silêncio positivo. Uma não resposta que dizia muito.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu nunca disse que deixei de gostar e nem ela fez isso.</p>
<p style="text-align:justify;">- Mas e a amizade? O companheirismo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Não muda nada. Você não entende. E por esses tempos já não rolava mais. Ela, o Lucas, era real. Só que isso não quer dizer que eu pudesse esquecer. Você não fala tanto em ser sensato? É o me jeito de ser sensato. Ficar na minha, tentar conviver sem sobressaltos. Fui até lá, ficamos e ela disse que eu fosse embora, que não rolaria mais depois daquele dia. E ao fim, aquela declaração de amor bêbada para o Lucas no fim da festa.</p>
<p style="text-align:justify;">- Bêbada? Não era só um pouco de champanhe?</p>
<p style="text-align:justify;">- E você acreditou?</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu acreditei em vocês.</p>
<p style="text-align:justify;">- Estava aí, Lucas?</p>
<p style="text-align:justify;">Pior que o lugar comum de qualquer novela, os dois se atracaram acabando com a mesa do telefone que meus pais haviam levado para o apartamento fazia dois meses. Salvei meu note, que fechei no susto, antes de saírem atropelando o sofá da sala.</p>
<p style="text-align:justify;">- Parou!</p>
<p style="text-align:justify;">Num momento de cansaço e distração dos dois, impedi-os de se atacarem novamente com os braços abertos no meio da sala e empurrando-os o peito.</p>
<p style="text-align:justify;">- É criança agora. Vou ter que botar cada um dum lado para olhar a parede? Já aviso logo que se tiver reclamação, a multa do condomínio fica por conta de vocês.</p>
<p style="text-align:justify;">Lucas, o mais ansioso, tentava driblar-me:</p>
<p style="text-align:justify;">- Parou, louco. Não basta o pulso com curativo, não? Vai descansar essa cabeça no seu quarto. E Gabriel, melhor você&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu vou sair para comer alguma coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">E ele ainda conseguia ter fome, depois de alguns roxos no rosto e a gola da camiseta desgrenhada.</p>
<p style="text-align:justify;">- Você vai sair.</p>
<p style="text-align:justify;">- Fica de boa, Fernando.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vocês&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu preciso sair daqui, ficar na minha. Respeite.</p>
<p style="text-align:justify;">Zapear os canais fechados, separar o telefone da moça da limpeza para fazer um extra na segunda-feira e tentar entender o coração dos outros. Não era bem isso que um pretenso jornalista investigativo poderia querer, mas o que tinha para o dia.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pode repassar meu VIP.  Fim de semana já está animado por aqui, Malu.</p>
<p style="text-align:justify;">Aquilo que eu enxergava bem em minha frente não deixava atmosfera para qualquer diversão.</p>
<p style="text-align:right;"><em>(Continua)</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://davidfelipe.files.wordpress.com/2011/10/p1000931.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-604" title="P1000931" src="http://davidfelipe.files.wordpress.com/2011/10/p1000931.jpg?w=112&#038;h=150" alt="" width="112" height="150" /></a>David Felipe</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/davidfelipe.wordpress.com/603/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/davidfelipe.wordpress.com/603/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=603&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Se se morre de amor &#8211; Capítulo I</title>
		<link>http://davidfelipe.wordpress.com/2011/10/10/se-se-morre-de-amor-capitulo-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 01:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidfelipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Se se morre de amor Capítulo I - Um último brinde ao dia de hoje, ao namorado mais lindo do mundo. À festa que papai e mamãe me proporcionaram. Ah, e claro, obrigada a todos os meus amigos, Gab, Lú, Martinha, Fernando e claro, de novo, ao mais que meu amigo, Lucas, meu namorado lindo! [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=davidfelipe.wordpress.com&amp;blog=5870560&amp;post=599&amp;subd=davidfelipe&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Se se morre de amor </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Capítulo I</strong></p>
<p style="text-align:justify;">- Um último brinde ao dia de hoje, ao namorado mais lindo do mundo. À festa que papai e mamãe me proporcionaram. Ah, e claro, obrigada a todos os meus amigos, Gab, Lú, Martinha, Fernando e claro, de novo, ao mais que meu amigo, Lucas, meu namorado lindo!</p>
<p style="text-align:justify;">Todos ergueram suas taças de champanhe e vinte minutos mais tarde Amanda morreu. Um acidente bobo, um deslize fatal, uma coisa até agora sem explicação e que tirou o juízo de Lucas instantes seguintes após o ocorrido. Era só um teste do carro novo, presente do aniversário de dezenove anos. Até agora posso ouvir os gritos ensurdecedores de Lucas à porta da garagem e o modo como se feriu com as mãos, esfregando o rosto com força.</p>
<p style="text-align:justify;">Lú, Martinha, eu, todos sem ter o que falar para confortar os tios e o nosso amigo. Os pais de Amanda recebiam a filha de volta após uma temporada de intercâmbio e Lucas recebia o sim ao pedido de namoro feito um ano antes. Era o cenário perfeito para o início de uma passageira que fosse, história de amor. Mas não.</p>
<p style="text-align:justify;">- O que eu faço agora? Responde, por favor, Fê. Eu não vou conseguir, eu não vou conseguir, eu morro&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E Lucas desabando a chorar apoiado em meus braços e eu represando qualquer lamento que pudesse sair de meus olhos, forte por ele, pelas meninas que não conseguiam nem sequer consolar a si mesmas.</p>
<p style="text-align:justify;">A pior cena que eu poderia presenciar na vida. E totalmente impotente perante o desconhecido. Para mim era também uma primeira experiência de morte. Eu não dizia “vai passar”, eu não tinha palavras. Eu tinha, simplesmente, meus ombros, meu desespero contido diante da amizade necessária.</p>
<p style="text-align:justify;">Estudáramos todos durante pelo menos dez anos no mesmo colégio e um corte de cenas desse nunca esteve em nossos pensamentos mais cruéis. Amanda poderia ter testado o carro no dia seguinte, a chuva poderia ter parado de cair horas antes e ela poderia não ter bebido tanto. Se é que a bebida foi vilã da história. Ela mal saiu com o carro e deslizou para cima do muro. Não me faz bem lembrar.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu me lembro de muitas lágrimas, algum comentário infeliz sobre a vida de Amanda, pelas posses e status social. E tento me esquecer dos pais calados, ainda em choque, perante o adeus forçado e o estado físico em que Lucas ficou e os delírios que ainda conto aqui durante as noites em que ele ainda não consegue dormir sem observação.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma semana depois do fatídico dia e Lucas ainda repete o nome dela entre um sono e outro. Em outros tempos, eu mudaria de apartamento e pronto, e amaldiçoaria a hora em que quisemos ser adultos e dividir apartamento a custas da mesada gorda de nossos pais. Mas alguém tem de ser centrado, não é mesmo? Alguém tem de ser centrado. Gab parece ainda em choque também. E embora estejamos os três debaixo do mesmo teto, pareço o único a tentar buscar o equilíbrio. Gab chorou a morte de Amanda, sozinho. Saiu antes do final da fúnebre cerimônia e já falara duas vezes em voltar à casa dos pais.</p>
<p style="text-align:justify;">- O Lucas precisa de ajuda. – eu insistia.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu preciso de ajuda.</p>
<p style="text-align:justify;">- Como assim?</p>
<p style="text-align:justify;">- Amanda não vai cicatrizar de uma hora para outra em nenhum de nós.</p>
<p style="text-align:justify;">Enigmas ou aquilo que eu enxergava bem em minha frente?</p>
<p style="text-align:right;" align="right"><em>(Continua)</em></p>
<p style="text-align:center;" align="right"><strong>David Felipe</strong></p>
<p align="right"> </p>
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